Um dia haverá sempre uma voz junto a mim
Que me responda talvez me interpele talvez diga não
A solidão passou a ser uma recordação antiga
Ou apenas a falta do calor de uma mão na minha
Mas a voz até pode ser acompanhada de um rosto
Que sorria se me achar alegre ou me anime se me achar
triste
E até possuir uma mão capaz de procurar a minha
E desenvolver o calor que seja suficiente para me
aquecer.
Uma voz um rosto uma mão
E a capacidade de estar sempre a aprender comigo
Até se tornar uma alma gémea da minha
E então sermos dois a viver a mesma solidão.