terça-feira, 29 de junho de 2010

Peneda

Montanhas de estreitos caminhos ladeados de pedras
E de água que escorre em cada esconderijo mais apertado
Música ébria de água e pedras a rolar em pequenos riachos
No meio da admiração silenciosa dos que assistem

E o caminho sobe por entre rochas agrestes
E desce por entre vegetação agreste
Mas ao fundo mesmo ao fundo corre um riacho
E os pés dançam na música do seu rodopio

E libertos das mochilas pousadas nas sombras
Sentados em pedras num silêncio de quem espera
A montanha a água as pedras e o verde intenso
A transbordar do mundo para dentro de nós.

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